<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><?xml-stylesheet type='text/xsl' href='http://thycurse.spaces.live.com/mmm2008-05-17_13.22/rsspretty.aspx?rssquery=en-US;http%3a%2f%2fthycurse.spaces.live.com%2fcategory%2fPassatempos%2ffeed.rss' version='1.0'?><rss version="2.0" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" xmlns:msn="http://schemas.microsoft.com/msn/spaces/2005/rss" xmlns:live="http://schemas.microsoft.com/live/spaces/2006/rss" xmlns:dcterms="http://purl.org/dc/terms/" xmlns:cf="http://www.microsoft.com/schemas/rss/core/2005" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"><channel><title>Dente é osso?: Passatempos</title><description /><link>http://thycurse.spaces.live.com/?_c11_BlogPart_BlogPart=blogview&amp;_c=BlogPart&amp;partqs=catPassatempos</link><language>en-US</language><pubDate>Tue, 15 Jul 2008 17:17:44 GMT</pubDate><lastBuildDate>Tue, 15 Jul 2008 17:17:44 GMT</lastBuildDate><generator>Microsoft Spaces v1.1</generator><docs>http://www.rssboard.org/rss-specification</docs><ttl>60</ttl><cf:parentRSS>http://thycurse.spaces.live.com/blog/feed.rss</cf:parentRSS><live:type>blogcategory</live:type><live:identity><live:id>-5286665989395610206</live:id><live:alias>thycurse</live:alias></live:identity><cf:listinfo><cf:group ns="http://schemas.microsoft.com/live/spaces/2006/rss" element="typelabel" label="Type" /><cf:group ns="http://schemas.microsoft.com/live/spaces/2006/rss" element="tag" label="Tag" /><cf:group element="category" label="Category" /><cf:sort element="pubDate" label="Date" data-type="date" default="true" /><cf:sort element="title" label="Title" data-type="string" /><cf:sort ns="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" element="comments" label="Comments" data-type="number" /></cf:listinfo><item><title>Dor Extrema e Desnecessária (Parte 3)</title><link>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!194.entry</link><description>&lt;div&gt;Aos mortais que aguardavam ansiosos pela atualização deste espaço, obrigado.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A história de hoje é clássica entre os que convivem comigo. Já contei várias vezes, muitos podem estar até enjoados de ouvir falar disso, mas eu preciso escrever, pois esta é, de fato, mais uma história de &lt;strong&gt;Dor Extrema e Desnecessária...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;14 Anos (quase 15)... &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Estava eu, dormindo em casa, quando um amigo meu me liga, pedindo o CD do jogo Hexen II. Peguei o CD e o encaixei no elástico da cueca, pois é mais fácil andar de bicicleta quando se tem as duas mãos no guidão. Peguei a minha Monark Canyon, tranquei a casa e dirigi-me até a casa do meu referido colega.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;No meio do caminho, começou a chuviscar, e rapidamente, tudo transformou-se em uma chuva razoavelmente forte. Até aí, tudo bem, pois eu estava numa rua reta e cheia de árvores. No fim da rua, encontrei o meu irmão, que estava voltando do clube. Como ele estava sem a chave de casa naquele dia, eu dei-lhe a minha e continuei o meu caminho.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Comecei a pedalar com força na descida, ganhando velocidade muito rapidamente. Sentia a chuva bater em meu rosto e nos meus olhos. Os olhos... pareciam receber agulhadas cada vez mais fortes à medida que eu avançava. Agulhas geladas, que ainda assim eram sentidas quentes. Quentes e penetrantes. Os olhos fechavam-se involuntariamente, impedindo-me de ver a pista. Ou eu via a pista ou eu sentia a dor. Tentava abri-los... Agulhas! Deus do céu! Elas não param.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Mal consigo enxergar a curva à minha frente e a velocidade com que ela se aproxima. Desvio o olhar para o velocímetro da bicicleta, que marcava 54 km/h. Aperto os freios. Freios? Não tinha freios... As pastilhas pegavam direto no aro, produzindo um rangido. Tento, então, num esforço inútil, parar a bicicleta com os pés no chão. Meu tênis não tem solado bom. É um Dahrma. O chão está molhado. Num último ato desesperado, tento colocar o pé no pneu, de forma a reduzir a velocidade, para poder fazer a curva. Os pneus... estão carecas! Inclusive, acabo de me lembrar, há uma parte nele em que a câmera toca o asfalto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Vendo que não vou conseguir fazer a curva, agarro-me firmemente ao guidão, para enfrentar o muro que se aproxima em alta velocidade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É impressionante como o cérebro processa as informações muito mais rapidamente em situações de perigo. Vejo a guia aproximar-se muito rapidamente. Se eu continuar indo reto, o pneu dianteiro vai travar, formando um pivô, e a bicicleta vai rodar sobre ele, fazendo com que eu bata a minha cabeça diretamente contra o muro, redirecionando o impacto para a nuca. Letal. Hoje não, obrigado. Ergo de leve a bicicleta, fazendo com que o pneu da frente suba, e o pneu de trás bata na guia, fazendo a bicicleta subir e ganhar mais velocidade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O muro, tão perto, agora vê o pneu da bicicleta vindo em sua direção. Até hoje, não consigo imaginar o estrago que isso causaria, se eu tivesse batido de frente. Jogo a força nos quadris, e rodo a bicicleta, ficando agora de lado para o muro, mas dada a inclinação, com a cabeça ainda projetada para o muro. Não posso bater desse jeito, seria muito ruim para mim. Estico o braço direito, na esperança de que ele receba todo o impacto. Quebraria a merda do braço, mas não bateria a cabeça. Bato o braço. O muro geme, sentindo o impacto. Estava a salvo. Ia doer muito, mas estava a salvo. Sinto o cotovelo formigar, devido à transferência de energia, e sinto a pele da mão começar a rasgar.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Maldito limbo que cresce no concreto. O muro estava cheio dele. A chuva o deixava extremamente escorregadio. A mão deslizou no muro, deixando lá um pouco de sua pele, o impacto não fora absorvido, e devido à rápida inclinação que o movimento provocou, associada à velocidade inicial que eu já vinha desenvovlendo em aceleração constante, acabei acertando violentamente o muro com a minha cabeça, no lado direito. Ouvi um estralo, um baque. E então, tudo apagou.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não sei ao certo quanto tempo eu fiquei desacordado. O fato é que a hora que eu acordei, eu estava com o chão no lado direito da cara e chovia no lado esquerdo. Olhei para a minha mão, ensangüentada. Olhei para a bicicleta, que estava em cima do meu joelho... Ela parecia bem. Tento me levantar. Dor. Muita dor. Por todo o corpo havia dor. Começo a avaliar o estrago por onde os nervos me deixam sentir. Joelho aberto, mão rasgada, cabeça doendo, ombro doendo, cara doendo. Ao me levantar, sinto a camisa pesar. Observando-a melhor, sinto que há terra, água e até sangue, que escorre da minha cabeça (odeio essa cena).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Olho para o chão e descubro que a calçada em que eu aterrisei era cheia de pedriscos e terra. Meu ombro ainda dói. Olho e vejo a minha camiseta furada na altura dos ombros. Estico a gola para ver e vejo pedrinhas enterradas nele. Sem conseguir raciocinar direito, tento me lembrar o que eu estava fazendo ali. Para minha surpresa, eu não consigo me lembrar nem do meu nome. Passo a mão na cabeça, como um reflexo de algo que eu já tinha feito uma vez. Vejo muito sangue. Limpo na camisa suja de terra. Mais sangue ainda...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Aos poucos começo a me lembrar de quem eu era e o que eu estava fazendo. Para ter certeza, eu começo a gritar meus dados pessoais na rua. Esses dados incluem nome, rg, telefone e endereço. Começo a empurrar a bicicleta rumo à casa do meu amigo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Chegando lá, a mãe dele quase teve um ataque ao me ver naquele estado lastimável... Entrei, cuidaram de mim, tirei as pedras do ombro e duas horas depois, eu fui na Santa Casa. Lá, passaram iodo em mim de novo... em todos os ferimentos, inclusive no cotovelo, que só então eu descobri que estava machucado e me levaram em casa. Não deram pontos dessa vez.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;No início do Post, eu disse 14 anos, quase 15. Era dia 10 de fevereiro. Meu aniversário é dia 12. Era uma quinta feira. Estavamos indo para a praia no mesmo dia. E fomos...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não, isso não é uma outra história de &lt;strong&gt;Dor extrema e desnecessária...&lt;/strong&gt;, mas foi muito legal lá...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Ainda não sei o que vou escrever na próxima história, mas sem dúvida vai ser algo de &lt;strong&gt;Dor extrema e desnecessária...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align=center&gt;(&lt;font color="#ff0000"&gt;&lt;strong&gt;T O   B E   C O N T I N U E D . . . &lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;font color="#000000"&gt;)&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=center&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align=center&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align=left&gt;Deixem comentários...&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-5286665989395610206&amp;page=RSS%3a+Dor+Extrema+e+Desnecess%c3%a1ria+(Parte+3)&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=thycurse.spaces.live.com&amp;amp;GT1=thycurse"&gt;</description><comments>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!194.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!194.entry</guid><pubDate>Sun, 05 Mar 2006 08:55:37 GMT</pubDate><slash:comments>1</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://thycurse.spaces.live.com/blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!194/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!194.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2006-03-05T08:55:37Z</dcterms:modified></item><item><title>Dor Extrema e Desnecessária (Parte 2)</title><link>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!193.entry</link><description>&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Aos mortais que estavam ansiosos aguardando pela atualização deste espaço de cultura, meus agradecimentos. Espero não ter desapontado vocês desta vez...&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font size=1&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif"&gt;No último capítulo de &lt;strong&gt;Dor Extrema e Desnecessária...&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Estava eu saindo do Clube com a minha tia me levando para o hospital. Junto com ela iam dois primos pequenos. Eles me olhavam no carro, tentando conter o choro, pois seu primo preferido, eu, estava ferido na cabeça e sangrando.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Ao chegar à Santa Casa (eu disse hospital lá em cima? é quase isso...), minha tia tentou tranqüilizar as crianças dizendo que ali não era um lugar que muita gente gostava de ir pois muita gente que ia lá ia porque estava doente ou porque ia morrer logo. Boquiabertas, as crianças fizeram um movimento de cabeça afirmativo, confirmando que entendiam a mensagem. E lá fui eu, adentrar a Santa Casa da Misericórida...&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Havia algumas pessoas na recepção. Um total de cinco. Três homens e duas mulheres. Ao chegar, a mulher da recepção (também conhecida como recepcionista) viu meu estado e já me pediu para ir direto ao ambulatório 2. Minha tia me acompanhou (as crianças ficaram no carro) até lá.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Ao entrar na sala, constatei que eu estava em hábeis mãos da saúde pública: a parede ia só até a metade com aqueles azuleijos quadradinhos que um dia foram brancos. Da metade para cima, a parede era revestida de tinta látex para exterior branca (essas que a gente pinta o muro da casa da gente), manchas pretas e teias de aranha nos cantos. Havia duas caixas de som de mais ou menos 10 x 10 x 10 cm, que deixavam a cantora baiana proferir as palavras da letra de uma música que na época fazia muito sucesso: &amp;quot;eu vou te lambuzar... de água de coco... bum bum bate bum bum...&amp;quot;.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Na mesma parede em que ficava a porta por onde eu entrei, havia uma mesa e uma cadeira, que acomodavam uma enfermeira de mais ou menos um metro e sessenta e cinco de altura e uns 95 quilos. A mulher calmamente lia o Notícias Populares, e parou, emburrada ao me ver sangrando em sua sala. Abriu um sorriso e me perguntou feliz da vida &amp;quot;o que que é o seu?&amp;quot;. Eu sorri e disse: &amp;quot;Bati a cabeça e estou sangrando.&amp;quot;. Ela olhou e disse que já sabia. &amp;quot;Por que pergunta então, filha da puta?&amp;quot;, foi o que eu pensei em dizer, mas acabei ficando quieto.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Ela pediu para que eu me sentasse à cadeira que estava à minha frente. Era uma cadeira de madeira, toda descascada, tipo essas que a gente acha em salões de baile de má qualidade, com um número feito naquelas formas e pintado com cal molhada.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Enquanto o som embalante da vocalista baiana era cuspido pelas caixas de som, a enfermeira com corpo de modelo ia, rebolando e cantando, até o canto da sala para pegar a agulha (que eu não me lembro se era nova, ou esterilizada, ou se ela tinha usado para furar as bolhas de água que dão nos pés de tanto usar salto) e a linha de nylon. Não consigo entender até hoje quanto tempo durou aquela música.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Ela chega com um pano com iodo, que é passado com todo o carinho de uma mãe na minha cabeça... Sabe, quando a mãe da gente tenta tirar aquela mancha de molho de tomate do carpete? Igualzinho.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Depois, ela veio com 1uma navalha enferrujada, cega e cheia de dentes, e enquanto canta e rebola, puxa o meu cabelo sem pedir licença, com a maior delicadeza e cuidado do mundo e vai passando aquela navalha até que o cabelo atende ao apelo de dor do meu corpo e se solta. A impressão que se tem é a de que cada fio de cabelo tem um nervo e é um organismo vivo. O problema é que foram pelo menos quatro puxadas.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;&amp;quot;Como foi no couro cabeludo, não tem como dar anestesia. Tudo bem?&amp;quot;. Nunca mais vou esquecer essa frase. Eu disse que tudo bem, afinal, o que eu podia sentir de dor, eu já tinha sentido: cabeça rachada, gelo, navalha cega... o que poderia ser pior? Ela me advertiu que eu iria sentir queimar um pouco. E queimou. Primeiro, vem a mão imunda dela que eu também não me lembro de ter visto ela lavar (em nenhum momento, eu disse que ela havia pego luvas) puxando a pele do meu couro cabeludo, que ainda não estava morta, depois, vem uma picada de leve, Depois, você sente a linha de nylon passar pela sua pele e enroscar no nó, e a enfermeira puxando a agulha para certificar-se de que o nó está firme. Depois, outra vez a pele é puxada e sente-se outra picada. Novamente, o aço da agulha passa queimando pela pele, abrindo caminho para a linha de nylon. Como a linha não é tão flexível, poso sentir a enfermeira puxar para deixar firme, passar por baixo do arco e puxar, fechando o primeiro ponto. A cena completa repete-se por mais três vezes. Mais três picadas, mais três vezes o aço da agulha queimando, mais três vezes a linha maculando minha pele. Mais três vezes a pele puxada, mais três vezes a confirmação do ponto.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Na hora de cortar o excesso de linha, não havia tesoura. Minha velha amiga navalha entrou em ação. E depois da navalha, veio o iodo de novo. Queimava. Já não sabia mais distinguir o que era dor do que era cura, nem mais nada...&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;A ordem foi ficar de repouso... mas eu não segui muito bem...&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Uma semana depois, voltei à Santa Casa para tirar os pontos. Pasmem, mas era a mesma sala, a mesma música, a mesma enfermeira simpática. Ela chegou com uma tesoura de cortar unha, enfiou por debaixo da casca do machucado e por baixo dos pontos. Por pelo menos sete vezes senti a ponta da tesoura adentrar meu couro cabeludo. Ouvi várias vezes pedidos de desculpas enquanto a enfermeira cantava a música e rebolava. Que visão do inferno! Quando ela conseguia cortar a linha, ela grudava o nó e puxava, levando junto uns trinta fios de cabelo. Isso repetiu-se mais três vezes.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Logo após a luta dela contra a minha cabeça, eu vi um pano e um pote escuro. Não, de novo não! &amp;quot;Não vai doer nada desta vez... já está cicatrizado...&amp;quot;, disse ela, com toda a simpatia do mundo. Esqueci de lembrar-lhe que ESTAVA cicatrizado até ela chegar com aquela merda de tesoura e foder tudo de novo. Enfim, novamente o iodo penetrou minha pele, proporcionando-me o mesmo êxtase de uma boa garrafa de vinho português.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;Ao sair, meu pai me esperava no carro, e ao ver a minha camisa manchada, perguntou porque tinham passado iodo em mim de novo. Mostrei a ele a minha cabeça e ele entendeu...&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt;A Santa Casa é um lugar muito legal, desde que você não precise ser internado lá... Por falar nisso, teve uma vez que eu caí de bicicleta e fui parar lá também...&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" size=1&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font size=1&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif"&gt;... mas isto é uma outra história de &lt;strong&gt;Dor Extrema e Desnecessária...&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=center&gt;&lt;br&gt;&lt;font face="Verdana, Geneva, Arial, Sans-serif" color="#000000" size=1&gt;(&lt;font color="#ff0000"&gt;&lt;strong&gt;T O   B E   C O N T I N U E D ...&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;)&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-5286665989395610206&amp;page=RSS%3a+Dor+Extrema+e+Desnecess%c3%a1ria+(Parte+2)&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=thycurse.spaces.live.com&amp;amp;GT1=thycurse"&gt;</description><comments>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!193.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!193.entry</guid><pubDate>Thu, 02 Mar 2006 03:10:40 GMT</pubDate><slash:comments>0</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://thycurse.spaces.live.com/blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!193/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!193.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2006-03-03T11:04:49Z</dcterms:modified></item><item><title>Dor extrema e desnecessária (Parte 1)</title><link>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!190.entry</link><description>&lt;div&gt;Pessoas que aguardavam pela atualização desta porcaria, me desculpem. Procurarei escrever com mais freqüência...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Desta vez, o tema é luz para uns, peregrinação para outros, ou simplesmente estupidez para a maioria: DOR.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Vou descrever a partir de hoje alguns fatos dolorosos em minha vida que poderiam ser evitados, mas não foram... Sabem por quê? Simplesmente porque eu não estava a fim...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;1.º Fato doloroso: &lt;strong&gt;Errar um mortal de costas na piscina&lt;/strong&gt; (história antiga)&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Essa é simplesmente clássica. 13 anos. Além de mim, havia um salva-vidas, duas velhas gordas tomando sol e uma outra garotinha de uns 7 anos fazendo companhia às gordas. Como estava um dia calmo, decidi aperfeiçoar minhas técnicas de saltos na piscina.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Vou até a borda, concentro-me e salto. Sai perfeito. Decido tentar novamente, para ter certeza de que estou saltando bem. Levanto da piscina, fico novamente na borda, concentro-me e salto. Algo sai errado. Não consigo pegar o impulso necessário. Sinto-me suspenso no ar, como que atado por cordas invisíveis, e arremessado como que não somente com a força da gravidade, mas algo maior e eis que sinto uma dor lascinante. Todo o peso do meu corpo concentrado na cabeça, em um único ponto.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Sinto o corpo quicar e o som de um estralo invadir todo o meu crânio. Sinto também a água fria banhando meu corpo, linha a linha. O corpo pende, não desce mais em linha reta, como quando adentrou à água da piscina. Sinto, em vez disso, a leveza, e o silêncio mórbido das águas monótonas, perturbadas somente por mim mesmo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Aos poucos começo a compreender o que está acontecendo. Bati a cabeça. O queixo dói. Toda a boca dói. Mordi a língua. Arranquei a língua fora. Mas não há gosto de sangue na boca. Ar. Preciso de ar. Levanto o corpo para fora da piscina e apóio-me na borda. Cabisbaixo, começo a recobrar o fôlego, lentamente, sem ofegar. Passo a mão na língua. Está lá, intacta. Nenhum corte sequer. Passo a mão na cabeça e a observo. Limpa. Abaixo a cabeça de novo. Preciso recobrar a sã consciência. Passo a mão na cabeça de novo. Meu Deus, que tombo. Na véspera, meu pai tinha dito para eu não ficar fazendo loucuras na piscina, porque no Ratinho passou um cara que ficou paraplégico por isso. Foda-se o cara. Observo a mão. Sangue. Que merda! Sangue! Limpo a mão na piscina e me levanto. Começo a caminhar lentamente até o vestiário para me lavar.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Quando estou quase chegando à escada, o salva-vidas levanta-se para me ajudar. Puxa vida, ainda bem que ele estava lá. Não sei o que seria de mim sem ele. Ele me pega pelo braço e diz que era muita sorte a minha ele estar por perto para me ajudar. &amp;quot;Realmente.&amp;quot;, eu respondo, pensando no que aconteceria se eu tivesse desmaiado na piscina e ele não estivesse lá, com sua calça de tactel, seus tênis Lecheval e seu óculos à Rocky Balboa. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Descendo as escadarias da piscina, com o sangue escorrendo da cabeça ao umbigo, passando pela face, pelas têmporas, pelos ombros e pelo peito, as pessoas que me olham viram o rosto, enojadas com a minha presença, tal como os antigos faziam quando viam um condenado à forca. Tento sorrir para elas, mas elas não retribuem... Pelo contrário: olham para mim como se eu fosse a criatura mais horrível do planeta (não que eu não seja) e levam as respectivas mãos às bocas.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O salva-vidas, tal como um carrasco que leva o réu ao seu destino final, conduzia-me ao vestiário, sempre me segurando pelo braço.  Ele tenta me fazer tomar uma ducha quente. Mando-o tomar no cu, pois eu quero uma ducha gelada, para ajudar a estancar o sangue. Tomo a ducha gelada, sem sucesso. Ao menos, o sangue que estava no meu corpo saiu. Saio da ducha e pego meus pertences. O heróico e bravo salva-vidas me conduz até a secretaria me passando um sermão dizendo que eu não podia fazer aquele tipo de coisa, porque senão eu complicaria o trabalho dele, e que eu tive muita sorte, e que ainda bem que ele estava ali. Mando-o tomar no cu novamente e digo que ele não é a minha mãe. Ele me ameaça de dar uma suspensão e eu o mando ir tomar no cu novamente. Ele se cala e continua a me levar até a secretaria.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Chegando lá, novamente as pessoas viram o rosto ao me ver. Só uma moça me ajuda (de verdade). Pede um pano com gelo, e faz pressão na minha cabeça, sobre o corte, ignorando o sangue em todo o meu corpo. Ao chamarem-na para atender a uma ligação, ela diz para dizerem qualquer coisa, porque ela não ia atender ninguém por enquanto. Ela pede o telefone da minha mãe. Respondo que não adiantaria nada ligar para a minha mãe, já que ela não dirige, e fica nervosa por qualquer coisa. Digo-lhe para ligar para a minha tia. Ela faz isso. Minha tia vem me buscar de carro e me leva para a Santa Casa...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Lá, o que acontece é extenso... uma outra história de &lt;strong&gt;Dor extrema e desnecessária...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align=center&gt;(&lt;strong&gt;&lt;font color="#ff0000"&gt;T O   B E   C O N T I N U E D . . .&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;)&lt;/div&gt;
&lt;div align=center&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align=left&gt;Deixem comentários...&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-5286665989395610206&amp;page=RSS%3a+Dor+extrema+e+desnecess%c3%a1ria+(Parte+1)&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=thycurse.spaces.live.com&amp;amp;GT1=thycurse"&gt;</description><comments>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!190.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!190.entry</guid><pubDate>Tue, 28 Feb 2006 03:01:36 GMT</pubDate><slash:comments>1</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://thycurse.spaces.live.com/blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!190/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!190.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2006-02-28T03:01:36Z</dcterms:modified></item><item><title>Mais um pouco de adversidades</title><link>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!155.entry</link><description>&lt;div&gt;Pessoas leitoras assíduas desta merda... OBRIGADO!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eu sei que entrar em blog pra saber sobre a vida dos outros é uma bosta, mas aconteceram três fatos recentes que eu precisava relatar em algum lugar para que todos pudessem ler.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Primeiro fato interessante...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Meu irmão estava na rodoviária aguardando o ônibus para poder voltar para a nossa cidade natal (aquela bosta!), alegre e sorridente, com aquela carinha de songo... quando chegam três sujeitos com ar suspeito e um deles senta-se ao lado do meu irmão. Imediatamente ele já encosta uma faca na perna dele e diz:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- É o seguinte... vai esvaziando a carteira e os bolsos e me dando tudo o que você tem.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Meu irmão, calmamente respondeu:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Eu só tenho cincão, mas vou precisar de pelo menos três reais pra comprar a passagem pra voltar pra minha cidade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O sujeito, irredutível, pediu para o meu irmão passar ligeiro a merda do dinheiro. Meu irmão deu o dinheiro para o sujeito, que devolveu dois reais para o meu irmão. Ele então, descontente, pois não tinha ainda o dinheiro da passagem, resolveu protestar:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Porra, meu, é sacanagem isso! Eu preciso de pelo menos três reais...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O ladrão então disse:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Você não precisa de mais nada!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Mas o meu irmão ainda insistiu:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Claro que preciso. O preço da passagem é três reais. Eu não tenho como ir embora.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O ladrão, tocado pelo espírito de São Dimas disse:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;- Agüenta aí então, porque eu vou trocar o dinheiro ali no bar.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Quando o amigo dele disse que tinha um real no bolso e o deu para o meu irmão, que ficou alegre, sorridente e com cara de songo de novo e voltou para a nossa cidade natal.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Segundo fato interessante...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Estava eu ontem, saindo às 22 horas da empresa onde eu trabalho, para ir até a casa da minha mãe na minha cidade natal, pois era aniversário dela e eu precisava entregar o seu presente.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eis que eu estava andando tranqüilamente na estrada, 100 km/h, luz alta, quando chego a um aclive seguido de um declive (também conhecido por top) e percebo que um outro carro estava aproximando-se na contra-mão. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Como bom motorista que sou (diferente de um monte de filho da puta, como o cara que tava vindo na contra-mão), desliguei a luz alta assim que vi o reflexo da luz contrária vindo na minha direção, ficando apenas com o farol baixo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Então, quando estava saindo do aclive e entrando no declive, um viado de um filho da puta de um lazarento cachorro aparece na minha frente e decide tentar parar o meu carro com o corpo. O pior de tudo foi que o viado do filho da puta do lazarento cachorro teve tempo de olhar para mim com aquela cara de otário, bater no para-choques, afundar a grade e tudo mais (graças a Deus não estourou nenhuma correia nem nada), e fazer voar pedaços seus por cima do pára-brisa e ao lado da janela do motorista (não, meu carro não está todo ensangüentado e também não grudou nada no carro, só os pêlos do filho da puta).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eu, pessoa boa, de Deus e sensível para com os que sofrem, bati sem frear e não desviei o carro (não deu tempo). Em compensação, também não freei após bater. Isso mesmo! Segui reto até chegar em casa e ver o estrago.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A grade estava toda destruída, bem como o pára-choque, que estava com um pedaço pendurado do lado esquerdo. O farol do lado do motorista e a seta do mesmo lado também estavam lastimáveis. Eu descobri também onde fica a buzina do carro, além de ter pêlos (que com certeza não são meus) por toda a frente do carro.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Minha mãe, estressada com o divórcio, me disse que da próxima vez eu devia pegar o meu carro em vez de pegar o carro do meu pai, pois se eu queria destruir algum carro, eu devia destruir o meu, e não o dos outros. No outro dia (hoje), quando ela estava mais calma, eu simplesmente disse-lhe que meu hobby preferido é sair cansado do serviço às dez horas da noite para atropelar cachorros inocentes que atravessam a estrada.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Quando eu estava vindo trabalhar, fiz questão de procurar o cadáver do viado do filho da puta do lazarento cachorro que estava no acostamento (o bicho era até que grande), rodeado por vários pássaros pretos que o estavam bicando.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Terceiro fato interessante...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Bom, em virtude do segundo fato interessante, eu vou gastar uma boa grana para arrumar o carro...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Ou seja, eu tinha prometido um perfume para uma amiga minha, que deve estar lendo esse blog e ficando furiosa agora...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Fim dos fatos interessantes.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Deixem comentários, por favor!!!&lt;/div&gt;&lt;img src="http://c.services.spaces.live.com/CollectionWebService/c.gif?cid=-5286665989395610206&amp;page=RSS%3a+Mais+um+pouco+de+adversidades&amp;referrer=" width="1px" height="1px" border="0" alt=""&gt;&lt;img style="position:absolute" alt="" width="0px" height="0px" src="http://c.live.com/c.gif?NC=31263&amp;amp;NA=1149&amp;amp;PI=73329&amp;amp;RF=&amp;amp;DI=3919&amp;amp;PS=85545&amp;amp;TP=thycurse.spaces.live.com&amp;amp;GT1=thycurse"&gt;</description><comments>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!155.entry#comment</comments><guid isPermaLink="true">http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!155.entry</guid><pubDate>Fri, 02 Dec 2005 00:02:15 GMT</pubDate><slash:comments>7</slash:comments><msn:type>blogentry</msn:type><live:type>blogentry</live:type><live:typelabel>Blog entry</live:typelabel><wfw:commentRss>http://thycurse.spaces.live.com/blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!155/comments/feed.rss</wfw:commentRss><wfw:comment>http://thycurse.spaces.live.com/Blog/cns!B6A1FD4AE7EF85A2!155.entry#comment</wfw:comment><dcterms:modified>2005-12-02T00:02:15Z</dcterms:modified></item></channel></rss>